O incêndio da DAI – Delegacias convivem com o improviso

Um incêndio atingiu a Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) no inicio da tarde desta sexta-feira (10), em Imperatriz. O fogo teria começado no ar-condicionado de uma das salas do prédio, chegando a se alastrar e alcançar a central de ar.

De acordo com informações do Diretor de Integração Classista do Sinpol/MA, Vinícius Lima, o incêndio foi contido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBBMA), mas acabou atingindo computadores, impressoras, processos e móveis. No local, não havia nenhuma pessoa, por isso, não há ninguém ferido.

Segundo relatos de funcionários, o ar-condicionado era antigo e a sua troca foi solicitada várias vezes. Eles contam ainda que a fiação já estava desgastada.

O Delegado Regional, Eduardo Galvão, solicitou a realização de uma perícia técnica para apurar as causas e circunstâncias do ocorrido.

Mais perigo?

A estrutura da DAI, bem como da DEM, DPCA e 2º DP, é toda de madeira. É necessária a desocupação do imóvel e a consequente transferência dos servidores lá lotados para lugar adequado ao pleno exercício de suas funções.

A Diretoria do Sinpol tem retratado as condições de delegacias pelo interior do estado. Denúncias de falta de estrutura, como paredes com rachaduras, mofo, móveis deteriorados, fiação solta e à mostra, entre outros agravantes.

Central de Flagrantes de Timon

A Central de Flagrantes de Timon, por exemplo, não fornece as mínimas condições para o exercício das funções da polícia judiciária, uma vez que o imóvel possui vícios graves de natureza estrutural, elétrica, hidráulica, de segurança contra incêndio, com grande probabilidade de desabamento.

A falta de estrutura em delegacias do Maranhão tem obrigado os profissionais da segurança a conviverem com o improviso. A constatação foi feita pelos diretores sindicais em visita às dezoito regionais do estado realizada nos meses de julho e agosto deste ano.

Delegacia de Guimarães

Na Delegacia de Guimarães, um telhado em ruínas, durante o inverno, infiltra água para o forro, alagando todo o interior da unidade e danificando vários documentos, procedimentos e inquéritos policiais. Além disso, o forro está infestado de fezes de pombos que caem para o ambiente interno da delegacia pelas frestas existentes entre o teto.

Em razão do espaço reduzido, não há armários ou arquivos adequados para a guarda de materiais e documentos. Os dois ar-condicionados não funcionam há mais de 01 ano.

Outro fato grave. As celas de alvenaria apresentam diversas infiltrações, facilitando, assim, o risco de fugas. De 2015 a 2017 já ocorreram 07 vezes. Não há área para banho de sol e os dejetos das celas são lançados diretamente para o mar.

As condições físicas e estruturais da Delegacia de Guimarães representam um risco potencial à saúde e a vida dos servidores.

Fazer pequenas reformas, como rebocar e pintar paredes, sem atender normas técnicas, coloca em risco a vida das pessoas. A saída é construir unidades que ofereçam segurança à continuidade das atividades policiais.

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