SINPOL EM AÇÃO: CENTRAL DE FLAGRANTES DE TIMON EM PÉSSIMAS CONDIÇÕES

Central de Flagrantes tem instalações deterioradas.

 

O Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol/MA) iniciou, na última terça-feira, dia 21, uma série de visitas às delegacias do interior do estado. O objetivo da ação visa verificar as condições de trabalho e necessidades dos policiais, além de reforçar o compromisso da instituição com a categoria. A Central de Flagrantes do município de Timon foi a primeira a receber a visita da diretoria, representada, na ocasião, pelo presidente Elton Neves; pelo diretor administrativo, Thelso Bruno; pelo diretor de Relação Intersindical, Luís Guilherme; e pelo diretor de Formação Sindical, Neto Waquim.

A falta de estrutura do prédio é preocupante. Há rachaduras, cupins, goteiras, azulejos depredados, cadeiras quebradas e rasgadas, cela e dormitórios mal conservados. Segundo relatos de investigadores, nunca houve uma reforma no local. Foram feitos apenas pequenos reparos, como abertura de portas. Cansada de esperar pela ação do poder público, uma delegada resolveu custear, com recursos próprios, a reforma de um dos banheiros.

Rachaduras nas paredes indicam as péssimas condições estruturais da Central de Flagrantes.

 

Os policiais lotados na referida unidade fizeram um levantamento das dificuldades diárias enfrentadas. De acordo com eles, a situação insalubre e indigna da Central de Flagrantes deixa a vida dos policiais em risco, à mercê da insegurança. “A cela fica entre dois alojamentos. Quando precisamos usar o banheiro, temos que passar pela frente dos presos, o que acaba ocasionando transtornos. O fedor é insuportável e a cozinha fica ao lado da carceragem. A Central, praticamente, não tem muro. O portão não tranca, só encosta”, relataram.

Banheiro utilizado pelos policiais está em péssimas condições.

 

Outro ponto discutido foi a situação dos presos de custódia. Com as audiências de custódia, o preso em flagrante tem que ser recebido por um juiz em até 24 horas. O juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Timon, José Elismar Marques, determinou, no dia 1º de abril de 2016, que os presos provisórios não fossem conduzidos para o presídio Jorge Vieira sem que estes estejam acompanhados de ordem judicial. Mas, na prática, o prazo de 24 horas, estabelecido por lei, não funciona. Com a demora para a retirada dos presos, aumentam as chances de motins na Central de Flagrantes. No dia da visita do Sinpol, haviam sete detentos presos há mais de cinco dias. Em dezembro do ano passado, o número de presos chegou a nove e houve tentativa de fuga em massa. O prédio tem mais de 50 anos e já funcionou como Corregedoria de Fazenda do Estado e também Delegacia da Mulher.

Segundo o vice presidente do Sinpol/MA, José Rayol Filho, o sindicato irá oficializar a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão e o Governo do Estado sobre as péssimas condições da Central de Flagrantes e pedir providências imediatas. Sobre a situação dos presos de custódia, será encaminhado ofício para o juiz, autor da portaria, expondo, com respaldo na lei, a falta de estrutura e as condições de insalubridade da unidade. O intuito é impedir que presos sejam custodiados no local.

Policiais civis da Central de Flagrantes recebem diretores do Sinpol.

 

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